Nesta quarta-feira (10/06), realizou-se a terceira assembléia dos técnicos administrativos da UFAL, no auditório da reitoria.
De acordo com a lista de presença, desta vez compareceram mais de 230 servidores, o que mostra que temos conseguido manter um bom nível de presença nas assembleias.
Inicialmente foram passados alguns informes sobre:
- A situação nacional da greve das Universidades, que já conta com mais de 50 Universidades Federais com técnicos administrativos em greve.
- A reunião do Consuni ocorrida na segunda-feira, que decidiu pela suspensão das eleições e do calendário acadêmico até o fim da greve. (Clique aqui para ler a matéria sobre isso)
- A ausência de uma proposta concreta do governo federal a respeito das demandas da categoria. (Para conhecer a pauta nacional da Fasubra, clique neste link)
- A criação de alguns grupos de trabalho propostos pelos servidores, dentre eles o que fará o dimensionamento da adesão à greve e o que irá coletar informações e analisar os problemas de infraestrutura da UFAL que precisam ser resolvidos.
- dentre outros temas.
Após os informes, fiz a apresentação do trabalho de dimensionamento da adesão à greve que será feito a partir de agora.
Coletaremos em todos os setores que conseguirmos, por meio de servidores desses locais, informações sobre o nível de adesão à greve atual. Os servidores nos informarão a quantidade de servidores técnicos administrativos no local de trabalho, a quantidade de servidores que estão parados em 100%, quantos se encontram parcialmente parados, com ou sem escala de greve, e a quantidade que continua trabalhando normalmente, sem qualquer tipo de paralisação.
Disponibilizamos um formulário na assembléia que deveria ser preenchido por uma pessoa de cada setor, no momento da assembléia, mas que também pode ser enviado posteriormente através de e-mail (fabiano.silva.amorim@gmail.com).
Clique neste link para ter acesso ao formulário que foi distribuído na assembléia.
Essas informações serão coletadas periodicamente, para que possamos analisá-las ao longo do tempo e descobrir em quais setores a adesão está aumentando, em quais ela está caindo e em quais se mantem sempre baixa, para que o comando de greve possa realizar ações que tragam mais servidores para a greve. (Para ler mais sobre esse trabalho, clique neste link)
Em seguida vários servidores falaram sobre como está a adesão à greve em seus setores. Falaram servidores de Arapiraca, Viçosa, Penedo e de vários setores do Campus Maceió. Foi discutido o receio que muitos ainda possuem em entrar em greve e sobre outros servidores que aceitam ir ao trabalho um ou até dois dias na semana a pedido da chefia para resolver questões urgentes, prejudicando a greve.
Alguns servidores pediram que o comando de greve comparecesse em seus setores para mobilizar os servidores de lá. Há setores em que apenas uma pessoa ou até nenhuma entrou em greve.
Após as discussões, foi apresentado o calendário de atividades da próxima semana, que será divulgado em breve aqui no blog.
Por fim, foram escolhidas as duas delegadas, Sônia e Maria, que serão enviadas para o Comando Nacional de Greve, para ajudar nos debates e discussões sobre a greve nacional.
Conclusões sobre a reunião
Em termos numéricos, o saldo foi bem positivo, pois compareceu um número superior a 230 pessoas na assembleia. Isso mostra um interesse crescente dos servidores em participar.
Por outro lado, houve críticas pelo fato de a assembleia ter sido menos "intensa" do que as anteriores. Houve muitos informes, mas houve pouco debate, pelo fato de que não havia algo a ser deliberado nesta semana. Na semana passada houve discussões intensas pelo fato de que havia duas decisões muito importantes a serem tomadas em assembleia. (Veja como foi a assembleia anterior neste link)
Também não houve muita discussão sobre a conjuntura e outras discussões políticas necessárias para aquele momento.
Outro fato importante a ser registrado foi a ausência de interesse da grande maioria em ir para Brasília como delegado do comando nacional de greve. Apenas duas pessoas se interessaram. Qualquer um que tivesse levantado a mão poderia ter ido.
Isso é péssimo para a categoria. Em vez de termos várias pessoas disputando as duas vagas, para irem a Brasília e influenciar nas decisões da greve nacional, temos um quase total desinteresse por isso.
Por fim, a próxima assembléia precisa ser melhor planejada para que haja mais engajamento dos participantes. É preciso haver mais discussão, mais debates, tomada de decisões. Mas é importante também que mais servidores peguem no microfone e falem seus problemas, dúvidas, soluções e deem sugestões interessantes.
Não podemos ficar aguardando que a direção do sindicato e o comando de greve façam todo o trabalho. Os servidores também devem participar da greve mais ativamente.
Hoje a UFAL conta com mais de 100 setores de trabalho e está presente em pelo menos 7 cidades (algumas muito distantes de Maceió). Por isso é completamente inviável que o comando de greve, com seus aproximadamente 15 ou 20 membros, realizem visitas em todos os setores, consigam conversar com todos e mobilize-os.
A greve é construída por cada servidor de cada setor. Cada um deles é importante na construção dessa greve. A cada novo colega de trabalho que você convence a parar de trabalhar, é um tijolinho a mais nessa construção. Não se deixe ser vencido pela decisão fácil de ficar em casa, sem nada fazer, torcendo para que tudo dê certo.
Numa greve não devemos ficar torcendo pela sorte e sim trabalhar intensamente para aumentar as nossas chances de sucesso. Nos acostumamos a votar e deixar os outros fazerem tudo por nós. É preciso mudar essa cultura, começando por nós mesmos.
A greve é construída por cada servidor de cada setor. Cada um deles é importante na construção dessa greve. A cada novo colega de trabalho que você convence a parar de trabalhar, é um tijolinho a mais nessa construção. Não se deixe ser vencido pela decisão fácil de ficar em casa, sem nada fazer, torcendo para que tudo dê certo.
Numa greve não devemos ficar torcendo pela sorte e sim trabalhar intensamente para aumentar as nossas chances de sucesso. Nos acostumamos a votar e deixar os outros fazerem tudo por nós. É preciso mudar essa cultura, começando por nós mesmos.
Vamos à luta!

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