Hoje pela manhã ocorreu a primeira Assembléia de Greve dos Técnicos Administrativos da UFAL na Tenda Cultural, próxima à reitoria.
O comparecimento dos servidores, segundo à lista de presença, que verifiquei cerca de meia hora do fim da assembléia foi superior a 150 servidores.
Além do sindicato, muitos servidores de vários setores se pronunciaram a respeito da greve em seus setores e na UFAL como um todo.
Mencionarei aqui alguns dos trechos mais importantes.
O servidor Emerson Oliveira, que é presidente do Sintufal, destacou a necessidade de lutarmos por uma greve muito forte que realmente paralise as atividades da universidade, apenas mantendo serviços essenciais como pagamento dos funcionários e alunos. Atacou a escala de greve e qualquer outra forma de fazer greve pela metade.
Segundo ele, somente quando conseguirmos parar as atividades ao ponto do reitor poder sentir a greve e avisar ao governo que a Universidade está parada é que o governo sentirá a necessidade de sentar para negociar com os técnicos. Se os trabalhos continuarem caminhando, mesmo que lentamente, a greve não terá muita força. Se há um trabalho que era feito em 3 dias e agora é feito em 8 dias, fica a impressão de que não existe uma greve.
Uma servidora da Progep destacou que a CPS (Coordenação de Processos Seletivos) irá parar 100% nesta greve e que nenhuma contratação de técnico ou professor será feita durante a greve. Segundo ela, se há greve dos professores então não haverá aulas. Se não haverá aulas, não há razão para contratar outros professores. Se os técnicos estão em greve então os setores de trabalho devem parar e portanto não há necessidade de convocar novos servidores neste momento.
Um servidor do DAP destacou que os servidores do seu setor irão aderir à greve e que só irão manter serviços muito essenciais, como aqueles que tenham relação com pagamentos de servidores, pensões relacionadas à falecimento, dentre outros serviços. Segundo ele, é um absurdo o fato de que alguns servidores em greve procuram o DAP para exigir que eles resolvam questões pessoais dos mesmos. Ele informou que quem aparecesse lá pedindo algo do tipo teria o nome citado nas próximas assembléias.
Uma das coordenadoras do Sintufal destacou que no HU (Hospital Universitário) muitos setores irão parar, incluindo alguns que não aderiram às greves passadas. Até mesmo médicos de vários setores já declararam que irão paralisar suas atividades.
Eu fiz a minha intervenção na assembléia e mencionei o fato de que as finanças da UFAL estão na pior situação possível. A UFAL se encontra com tão pouco dinheiro para se manter que se continuasse no mesmo ritmo, não haveria dinheiro o suficiente para pagar as contas em 2015. Fiz um texto aqui no blog com o que falei na assembléia. Leia neste link.
Servidores de vários outros setores como a Biblioteca, PROPEP e de algumas unidades acadêmicas falaram sobre a importância da greve. Destacou-se a importância de não fazermos escalas de trabalho, de não permitirmos que bolsistas façam o trabalho de servidores, de combater as coações e assédios dos superiores em cada setor e que convençamos o restante dos servidores indecisos a entrarem em greve.
Após cerca de 1h30m de assembléia foi realizada uma passeata pela UFAL anunciando que estamos em greve e em seguida fomos até a reitoria, onde todos reunidos gritaram "Vem pra greve vem".
Após a passagem pela reitoria o grupo se dirigiu até o auditório do CIC (Centro de Interesse Comunitário), onde estava ocorrendo a assembléia de greve dos professores para falar com eles e mostrar que os técnicos e professores lutariam lado a lado na greve.
Esse é um resumo do que ocorreu nessa primeira assembléia. Continuarei postando aqui no blog novas informações sobre a greve. Continuem acompanhando...

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